sábado, 8 de março de 2014

Sebastião Salgado O fotógrafo, que já foi acusado de se aproveitar da desgraça alheia para lucrar com suas imagens, teve que se afastar de sua grande paixão – a fotografia – porque estava morrendo. Não por uma doença que atacou seu corpo, mas pela aridez humana que torturou sua alma.


Génesis - Portfolio Aqui
Na fazenda em que nasceu e foi criado em Minas, que estava desolada pelo nosso progresso, ele começou a cuidar da alma e da terra, que se fundiram em um projeto de recuperação da mata e dos sonhos nativos. E, vendo as árvores crescerem, expandiu-se nele a vontade de voltar a fotografar, mas não os cenários humanos desoladores de outrora.… Apenas a natureza em sua forma mais bruta e bela, seja em paisagens deslumbrantes nos extremos e interior do mundo, através dos olhares curiosos de animais selvagens ou do corpo de povos que se confundem com a mata.

Genesis aqui

1 comentário:

  1. Jorge, curti este teu site.

    Quem viu as exposições e documentários sobre o Sebastião Salgado percebe que a sensibilidade dele mesmo que filtrada pela lente, sempre tratou os fotografados com dignidade. Mesmo quando o ângulo era direto e a perspectiva nua e crua, como a realidade, o respeito, a solidariedade e a principalmente a denuncia, estavam presentes.
    Admiro o seu trabalho faz muitos anos. Inclusive o ultimo, Gênesis, que ao contrário dos anteriores, é uma elegia à vida e à esperança.
    Uma espécie de auto terapia por ele e para ele receitada, que faz bem a todos nós.

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