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quinta-feira, 6 de agosto de 2015

‘O GRITO’ ganha vida ao som de PINK FLOYD

O Grito (ou The Scream), do pintor norueguês Edvard Munch, é uma das obras de arte mais importantes do movimento expressionista e da pintura em geral. A icónica obra é parte de uma da série de quatro pinturas: duas estão na posse do Museu Munch, em Oslo; outra está na Galeria Nacional de Oslo; e, por fim, “The Scream” integra uma colecção particular, depois de, em 2012, ter sido adquirido por 91 milhões de euros num leilão.

 Agora uma produção de Sebastian Cosor e da empresa de efeitos visuais Safe Frame que imaginaram como seria se aquele final de tarde em Oslo, retratado na pintura, ganhasse movimento. O resultado tem como banda sonora “The Great Gig In The Sky” dos Pink Floyd. Mas, melhor que qualquer descrição possível é a experiência:

thescream

“The Great Gig In The Sky” aqui

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Bob Dylan - Dignity


Dignidade

O gordo procurando em uma lâmina de aço,
O magro procurando sua última refeição,
O homem vazio procurando num campo de algodão,
por dignidade.

O sábio procurando numa lâmina de grama,
O jovem procurando nas sombras que passam
O pobre procurando através do vidro pintado
Por dignidade.

Alguém foi assassinado no Réveillon
Alguém disse que a dignidade é a primeira a partir
Eu fui até a cidade, fui até a vila
fui até a terra do sol da meia-noite

Procurando muito, procurando menos,
Procurando em todos os lugares que eu conhecia
Perguntando aos guardas de onde quer que eu fosse:
Vocês tem visto a dignidade?

O cego saindo de um transe
coloca suas mãos nos bolsos
esperando encontrar uma circunstância
de dignidade

Eu fui para o casamento de Mary-lou
Ela disse: Eu não quero que ninguém me veja conversando com você.
Ela disse que poderia ser assassinada se me dissesse que sabia sobre a dignidade

Eu desci para onde os abutres se alimentam
eu poderia ter ido mais fundo, mas não havia necessidade
Ouvi as línguas dos anjos e as línguas dos homens,
não fazia diferença para mim

O picante vento afiado como uma lâmina.
Casa em chamas, dívidas não pagas
Estarão na janela, perguntarão à governanta:
Você tem visto a dignidade?

O homem bebendo escuta a voz que ele ouve
uma sala lotada cheia de espelhos virados para cima
olhando para os perdidos e esquecidos anos
por dignidade

Encontrei Príncipe Phillip na casa do blues
Disse que me daria a informação se seu nome não fosse mencionado
Ele queria dinheiro, disse que foi abusado
pela dignidade

Pegadas correndo pela areia prateada
Passos descendo para a terra das tatuagens
Eu encontrei os filhos da escuridão e os filhos da luz
Nas fronteiras do desespero

Não consegui um lugar para desvanecer não consegui um casaco,
Estou no rio rolante num barco repuxado
Tentando ler a nota que alguém escreveu
sobre a dignidade

O homem doente procurando pela cura do doutor
Procurando em suas mãos, para as linhas que ali estavam,
e para cada obra de literatura
por dignidade.

Ingleses encalhados no frio vento
Penteando seus negros cabelos para trás seu futuro parece estreito
Ele morde a bala e olha para dentro
por dignidade

Mostraram-me uma imagem e eu apenas gargalhei:
A dignidade nunca foi fotografada.
Eu fui até o vermelho, e fui até o preto
Até o vale dos sonhos de ossos secos

Muitas estradas, muita coisa em jogo
Tantos impasses, estou na margem de um lago
As vezes me pergunto o que ele fará
para encontrar a dignidade.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Badi Assad


Badi Assad, nome artístico de Mariângela Assad Simão, é uma violonista, cantora, percussionista e compositora brasileira.
Em 1993, assinou contrato com o selo Chesky Records, conhecida por suas gravações de alta qualidade técnica dirigida ao público audiófilo. Seus três álbuns para esta gravadora, Solo lançado em 1994, Rhythms em 1995 e Echoes of Brazil em 1997 sedimentam sua reputação internacional entre o público de jazz e da música instrumental. Em 1994, a revista Norte-Americana Guitar Player, a escolheu entre os 100 melhores artistas do mundo e em 1996 a revista Norte-America Classical Guitar considerou-a, junto com artistas como Charlie Hunter, Ben Harper e Tom Morello (do grupo Rage Against The Machine), um dos 10 jovens talentos que mais revolucionariam o uso das guitarras nos anos 90. A revista americana Guitar Player a escolheu com o prêmio de melhor violonista daquele ano, assim como Rhythms o melhor CD, na categoria de violão acústico.
O álbum seguinte, Chameleon, gravado em 1998, Badi Assad documenta a sua colaboração com Jeff Scott Young, ex-integrante da banda Megadeth. Três anos de mudanças radicais se seguiram após o lançamento de Chameleon. Dentre elas a descoberta de uma incapacidade motora que a impossibilitou de tocar violão por quase 2 anos. Depois de conseguir se recuperar completamente, ela retorna ao Brasil em 2001 após quatro anos de Estados Unidos.




Durante seus 20 anos de carreira, a cantora, compositora e violonista se destacou como criadora de um estilo peculiar, que traz sua voz e violão como elementos fundamentais de sua música. Em sua apresentação Badi é conhecida por representar uma verdadeira orquestra em cena, mesmo estando sozinha, ao lado apenas de seu violão e de sua voz. Sendo única em sua arte de emitir mais de um som simultaneamente, Badi é capaz de hipnotizar a plateia, que não se cansa na busca de desvendar de onde tantos sons são reproduzidos. Ela está só e sua magia encanta a todos. Sempre interpretando profundamente sua obra, Badi leva seu público a uma verdadeira experiência de emoções; ora forte, ora suave, ora sensual, ora ingênua, ora urbana, ora interiorana.

Solais
Instrumental: Joana Francesa de Chico Buarque

terça-feira, 7 de outubro de 2014

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Pink Floyd divulga capa do próximo album. 'The endless river' foi gravado em 2013, baseado em sessões de 1994, e sai em 10 de novembro


A capa do álbum foi criada pelo egípcio Ahmed Emad Eldin, de apenas 18 anos. Ela segue o estilo de Storm Thorgerson, artista que acompanhou a banda durante a maior parte da carreira. Morto em 2013, ele foi o responsável por capas e fotografias de discos como "Atom heart mother", "The dark side of the moon", "Wish you were here" e "Animals". O trabalho de Eldin foi descoberto por Aubrey Powell, colega de longa data de Thorgerson.


O projeto é baseado em sessões excluídas do último álbum The Division Bell, no qual contém várias contribuições do tecladista e compositor Richard Wright, morto em 2008 por um câncer.
Assim como os dois álbuns anteriores, The Endless River não contém colaborações de Roger Waters, ficando a cargo do músico convidado Guy Pratta execução de baixo e da esposa de Gilmour, Polly Samson da maior parte das letras

                       Pink Floyd: David Gilmour e Nick Mason comentam o novo álbum.
Gilmour: The Endless River é um fluxo contínuo de música que cresce em quatro peças separadas totalizando 55 minutos. Existe uma espécie de continuidade do álbum The Division Bell para este, e a penúltima frase de The Division Bell é "the endless river forever and ever" no final da música "High Hopes".
Gilmour: O único conceito é o conceito de Rick, Nick e eu, tocando juntos, da forma que tocamos no passado, e que havíamos esquecido que tocamos, e soa instantaneamente familiar.
Mason: Eu acho que Rick estaria animado. Eu acho que este álbum é uma boa forma de reconhecer muito do que ele fez. Eu acho que a coisa mais significante é ouvir o que Rick fez. Ter perdido Rick foi... Perdê-lo realmente nos fez perceber que tecladista especial ele era.
Gilmour: É um tributo para ele. Nos trás memórias e emoções em muitos momentos. Com certeza ouvir todo este material nos fez lamentar novamente a sua morte. Esta é a última chance que todos terão de o ouvir tocando conosco... do jeito que ele tocava.
Gilmour: Polly [Samson, esposa de Gilmour] escreveu a letra de "Louder Than Words" para expressar que existe algo mágico sobre a música que nós três fizemos juntos. Ela tem uma... correnteza mágica dentro dela, na letra de "Louder Than Words". Eram algumas pedaços de música que pareciam quase completos para formar uma canção e Polly surgiu com a ideia de "Louder Than Words" (mais do que palavras) como algo que descrevia o que conseguíamos quando fazíamos esta música que fazíamos. Nem Rick nem eu éramos de escrever muito, então Polly achava que era muito apropriado expressar o que fazíamos através da música, e ela nos ajudou a descrever isso em palavras.
Gilmour: Eu acho que conseguimos alcançar o melhor resultado possível. E eu acho que é isso.

sábado, 20 de setembro de 2014

Secos e Molhados, grupo Brasileiro dos anos 70. No começo, as apresentações ousadas, acrescidas de um figurino e uma maquiagem extravagantes, fizeram a banda ganhar imensa notoriedade e reconhecimento, sobretudo por canções como "O Vira", "Sangue Latino", "Assim Assado", "Rosa de Hiroshima", que misturam danças e canções do folclore português como o Vira com críticas à Ditadura Militar



Eu quero o amor
Da flor de cactus
Ela não quis

Eu dei-lhe a flor
De minha vida
Vivo agitado
Eu já não sei se sei
De tudo ou quase tudo
Eu só sei de mim
De nós
De todo o mundo
Eu vivo preso
A sua senha
Sou enganado
Eu solto o ar
No fim do dia
Perdi a vida
Eu já não sei se sei
De nada ou quase nada
Eu só sei de mim
Só sei de mim
Só sei de mim
Patrão nosso
De cada dia
Dia após dia

terça-feira, 19 de agosto de 2014

O Funk da Ostentação




domingo, 13 de julho de 2014

Morreu o contrabaixista norte-americano Charlie Haden, 76 anos, que gravou a "Grândola" e compôs com Carlos Paredes, em Los Angeles,

Charlie Haden em 1997 


Em 1983, no disco "The Ballad of the Fallen", gravou a sua versão de "Grândola, vila morena", de José Afonso. Sete anos mais tarde, em 1990, o disco "Dialogues" ("Diálogos"), dava corpo à parceria encetada com o guitarrista português Carlos Paredes.