domingo, 14 de julho de 2013

"Brasiu" Palacio do Três Poderes Brasilia


Foram as maiores mobilizações no país desde as manifestações pelo impeachment do então presidente Fernando Collor de Mello em 1992, e tiveram aprovação de pelo menos 84% da população. Em resposta, o governo brasileiro anunciou várias medidas para tentar atender às reivindicações dos manifestantes e o Congresso Nacional votou uma série de concessões (a chamada "agenda positiva") , como ter tornado a corrupção como um crime hediondo, arquivado a chamada PEC 37 (visava a impunidade em actos de corrupção) e proibido o voto secreto em votações para cassar o mandato de legisladores acusados de irregularidades.  Houve também a revogação dos então recentes aumentos das tarifas nos transportes em várias cidades do país, com a volta aos preços anteriores ao movimento.
As manifestações no Brasil seguiram o mesmo processo de "propagação viral" de protestos  em outros países, como a Primavera Árabe, no mundo árabe, Occupy Wall St, nos Estados Unidos, e Los Indignados, na Espanha.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Funeral de um Lavrador

                                                       Foto de Christian Cravo
                                             Intérpetre: Panvini - Rosati - Bardotti
                                             Música original: Chico Buarque
                                             Poema: João Cabral de Melo Neto                                                                                                                                     Aqui
                                                             

terça-feira, 9 de julho de 2013

Portuguese saying...


Mau humor contagia, mas alegria ainda mais






Calor, trabalho, solidão na sexta-feira à noite, trânsito e problemas com determinado prestador de serviço: não faltam motivos para os usuários das redes sociais compartilharem reclamações. Mas cuidado, na próxima vez em que decidir expor ao mundo seu mau humor, tenha consciência de que ele pode afetar as outras pessoas.
É o que defendem pesquisadores dos Estados Unidos que analisaram bilhões de atualizações de perfis do Facebook. Eles descobriram que posts negativos possuem um efeito dominó na rede, estimulando outras publicações desse tipo.
De acordo com o The Guardian, os resultados são se restringem a emoções ruins. Quando usuários mostram mensagens consideradas felizes, elas também se espalham. E mais: o efeito é ainda maior.
Os pesquisadores notaram que quando chovia, por exemplo, posts negativos aumentavam 1.16%, enquanto os positivos caiam 1.19%. Cada texto negativo costuma gerar outros 1,29 textos com esse mesmo teor. Já os positivos engajam outros 1,75.


quarta-feira, 3 de julho de 2013

Na muralha da Beira

de MIA COUTO

Quando eu tinha nove anos, a Beira era a maior cidade do mundo. As avenidas de minha terra natal eram as mais largas do universo e apenas se esperava que o futuro, triunfal, por ali desfilasse. Na Praça do Município cabiam os mais demorados domingos da História, e o Chiveve competia com os mais amazónicos estuários.

A estação ferroviária era de tal dimensão que ali poderia desembarcar Sophia Loren ou uma outra artista saída das matinés do Olympia. As mangas do Dondo eram comidas em todo o planeta e, do alto do farol do Macúti, se contemplavam extensões que fariam inveja aos astronautas.

De noite, enquanto nos chegavam os sons dos batuques do Chipangara, eu e o meu irmão discutíamos, especialistas em lonjuras. Ele assegurava que a floresta de Inhaminga era o lugar mais distante do planeta. Eu abria o mapa-mundo e a Beira se confirmava epicentro cósmico. Confortado, adormecia com pena dos meninos que nasciam noutros periféricos lugares.

Certa vez embarquei num avião para rumar a Lourenço Marques. A família veio despedir-se, em lágrimas, ao maior aeroporto do mundo e era como se eu partisse para além do último horizonte. A malta do bairro também foi ao aeroporto e lançou-me um derradeiro olhar, misto de inveja e raiva. Eu ia para território rival, para a terra dos “laurentinos”, contaminar-me de valores tribais alheios.

Regressei uma semana depois com a suspeita de que havia lugares mais distantes que Inhaminga e cidades maiores que a minha. Nos dias subsequentes, fui colocado em quarentena, punido por confessar que, afinal, outros mundos poderiam haver.

Na altura, eu não sabia que as pequenas cidades vivem sempre o sonho de serem outra coisa. Sonham ser grandes cidades. A minha terra natal, era, afinal, um lugar acanhado, onde o mundo chegava em segunda mão. Talvez, por isso, o tamanho dos nossos sonhos fosse reforçado. Talvez, por isso, o meu lugar tivesse ficado maior quando o soube pequeno. Naquele momento, porém, eu estava sendo penalizado como Galileu que ousou descentrar o cosmos. Deixado em abandono pelos amigos, fui pescar para os lados do porto. Ao passar pelo Beira Terrace, uma multidão me alertou: num lugar onde nada sucedia algo trágico acontecera. Estavam retirando das águas os corpos de dois jovens que se tinham suicidado. Um detalhe me chamou a atenção: estavam amarrados pelos pulsos, um arame lhes prendia o fatal destino. Eram dois namorados, impedidos de exercer o seu amor porque pertenciam a raças diferentes.

Sentado na amurada do cais, sem nenhuma vontade de lançar a linha, olhei a cidade e ela, pela primeira vez, me pareceu pequena. Como poderia ser grande um lugar se nele não cabia o amor de dois anónimos adolescentes? Até àquela tarde eu era ainda um moço capaz de sonhar vidas e viver sonhos.

Naquele momento creio ter entendido: a cidade não é um lugar. É a moldura de uma vida, um chão para a memória. Enrolei a linha, e regressei a casa, o poente avermelhando a paisagem e os flamingos trazendo o céu para junto da terra. Então, ganhei certeza: a cidade em que nasci estava destinada a nascer de mim. Um arame invisível nos prendia os pulsos, a mim e à minha terra natal. Se alguma vez nos atirássemos sobre o abismo não seria para nos afundarmos mas para ganharmos voo, o mesmo voo dos flamingos cruzando os poentes sobre o rio Pungwé.

(Abril de 2007)


Esta foto de Toni Lopes, é da muralha a que se refere o texto. Foi aqui também que enquanto criança brincamos a subir as árvores que se vêem na foto. (Eu e o meu brother Toni).

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Exposição Escher no Museu Òscar Niemeyer


Instalação de Escher no Museu Oscar Neymeir

                                                            foto Jorge Lopes            
                                                         Escher Site oficial aqui

terça-feira, 18 de junho de 2013

domingo, 16 de junho de 2013

Lonjuras

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E o psi perguntou:
O que sentes?
E eu respondi:
Sinto lonjuras doutor.
Sofro de distâncias...

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Homem estátua Curitiba

                                                               Foto de Zé paulo

domingo, 2 de outubro de 2011

sábado, 10 de setembro de 2011

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

http://www.send-a-whale.com/sendawhale/landing.php

Esta é uma campanha da Greenpeace que pretende fazer pressão junto do governo japonês para o problema da caça às Baleias...

(thanks Graça, por teres-te lembrado de "moi". a minha tmb já vai a caminho)

domingo, 21 de junho de 2009

Ser e Parecer

Entre o desejo de ser
e o receio de parecer
o tormento da hora cindida

Na desordem do sangue
a aventura de sermos nós
restitui nos ao ser
que fazemos de contaque somos

Mia Couto (1981)

(nunca escrevi
sou apenas um tradutor de silêncios.. (Mia Couto)

Poemas de Mia Couto
Raiz de Orvalho e outros poemas aqui

domingo, 14 de junho de 2009

Sem "medos" da morte

Num artigo muito interessante, Paulo Angelim, que é arquiteto, pós-graduado em Marketing, dizia mais ou menos o seguinte:
“Nós estamos acostumados a ligar a palavra morte apenas à ausência de vida e isso é um erro.Existem outros tipos de morte e precisamos morrer todo dia.A morte nada mais é do que uma passagem, uma transformação.Não existe planta sem a morte da semente, não existe embrião sem a morte do óvulo e do esperma, não existe borboleta sem a morte da lagarta, isso é óbvio! (E também tem a fenix.)A morte nada mais é do que o ponto de partida para o início de algo novo.“É a fronteira entre o passado e o futuro … “Se você quer ser um bom universitário, mate dentro de você o secundarista aéreo que acha que ainda tem muito tempo pela frente.Quer ser um bom profissional? Então mate dentro de você o universitário descomprometido que acha que a vida se resume a estudar só o suficiente para fazer as provas.Quer ter um bom relacionamento? Então mate dentro de você o jovem inseguro ou ciumento ou o solteiro solto que pensa poder fazer planos sozinho, sem ter que dividir espaços, projetos e tempo com mais ninguém.Enfim, todo processo de evolução exige que matemos o nosso “eu” passado, inferior.E, qual o risco de não agirmos assim? O risco está em tentarmos ser duas pessoas ao mesmo tempo, perdendo o nosso foco, comprometendo nossa produtividade, e, por fim, prejudicando nosso sucesso.Muitas pessoas não evoluem porque ficam se agarrando ao que eram, não se projetam para o que serão ou desejam ser. Elas querem a nova etapa, sem abrir mão da forma como pensavam ou como agiam. Acabam se transformando em projetos acabados, híbridos, adultos “infantilizados”.Podemos até agir, às vezes, como meninos, de tal forma que não matemos as virtudes de criança que também são necessárias a nós, adultos, como: brincadeira, sorriso fácil, vitalidade, criatividade etc. Mas, se quisermos ser adultos, devemos necessariamente matar atitudes infantis, para passarmos a agir como adultos.Quer ser alguém (líder, profissional, pai ou mãe, cidadão ou cidadã, amigo ou amiga) melhor e mais evoluído? Então, o que você precisa matar em si, ainda hoje, para que nasça o ser que você tanto deseja ser!?
Pense nisso e morra! Mas, não esqueça de nascer melhor ainda!

torneando a infância


esta é a minha escola


o peso da construção de uma vida