Para muitas pessoas, usar um perfume é como vestir uma roupa. É o caso de Norma Jean Baker, a eterna Marilyn Monroe que, quando perguntada sobre o que vestia para dormir, respondeu: "algumas gotas de Chanel nº 5", como se estivesse falando de seu melhor pijama. Essa simples frase transformou o Chanel number-five em um dos perfumes mais utilizados por quem quisesse se sentir elegante, sofisticado, vestido (no sentido de ganhar conteúdo, claro).
Mas o que poucas pessoas sabem sobre o Chanel é que uma de suas matérias-primas vem de um lugar bastante conhecido no mundo inteiro: a Amazônia! Pois é, da casca do pau-rosa, uma árvore típica da Amazônia, é extraído um óleo rico em linalol que, além de analgésico, também tem como principal propriedade fixar fragrâncias e é utilizado em vários dos perfumes mais cobiçados no mundo inteiro. No caso do Chanel, o linalol é apenas um entre as quase 80 substâncias que compõem o produto, sendo, porém, um dos mais importantes.
(para extrair o linalol é preciso que a árvore inteira venha abaixo)
Finalmente em 2000, o estudo de um pesquisador da Universidade Estadual de Campinas, o químico Lauro Barata, descobriu que era possível extrair o linalol dos galhos e das folhas do pau-rosa, sem que fosse preciso sequer cortar o tronco da árvore!
Estes incansáveis pesquisadores conseguiram, portanto, livrar o pau-rosa da extinção - e o Chanel nº 5 também!
Marilyn Monroe 1962


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