quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Bonsai (盆栽) quer dizer: planta na bandeja


Cryptomeria Japonesa


O bonsai é a arte de cultivar miniaturas de árvores em vasos decorativos. De origem chinesa, esta forma de expressão artística caiu nas graças do povo japonês devido ao amor xintoísta à natureza,  e principalmente  pela filosofia zen budista por trás de toda esta belíssima arte.

Dentre todos os valores, a qualidade estética é a mais valorizada. Existem vários princípios que norteiam o desenvolvimento de um bom bonsai:

Transmitir a sensação de peso e idade avançada;
Poucos galhos dará ao bonsai um aspecto mais maduro;
Com raízes visíveis, ela aparentará ser mais estável;
Tendo o seu tronco curvado, o bonsai acentuará o seu aspecto do peso.
A combinação de diferentes  tipos de árvore, locais, solos, vasos etc,  proporcionam a criação de vários tipos de bonsais.

 Era uma arte restrita às classes dominantes japonesas. Nos séculos XVII e XVIII a arte do bonsai atingiu o seu ápice e  se popularizou no Japão.

Nas primeiras exibições de bonsai no ocidente, entre os anos de 1880 e 1900, estas obras de arte foram alvo de polêmicas. Até meados do ano de 1935, dizia-se que estas árvores eram vítimas de torturas e eram comparadas às garotas chinesas que utilizavam sapatos de números menores com o objetivo de moldar os pés.

Por fim, certamente as técnicas de cultivo do bonsai não maltratam as árvores, e resumem-se a conceitos básicos de jardinagem, tais como: podar, regar e adubar.


Goyomatsu - Pinheiro Branco Japonês
Um dos bonsais mais antigos é o Goyomatsu (pinheiro branco japonês), que está exposto Palácio Imperial em Tóquio. Este bonsai de 81 centímetros de altura, tem a idade de 550 anos de idade e além de ser considerada uma verdadeira obra-prima, tornou-se tesouro nacional do Japão.

Ficus retusa linn, de 3.10 mts de altura 
Segundo estudiosos no assunto, o bonsai mais antigo do mundo não está no Japão e sim na Europa, mais especificamente no Crespi Bonsai Museum, em Milão na Itália. Estima-se que tenha cerca de 1.000 anos de idade.







quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Air Bonsai: Levitação Magnética de árvores bonsai por Hoshinchu.

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Uma pequena empresa chamada Hoshinchu baseada em Kyushu, Japão, enunciou recentemente  que a evolução é a Air Bonsai, um sistema para pequenas árvores bonsai magneticamente levitaveis, várias polegadas acima de um pequeno pedestal eletrificado.
O sistema permite que você crie seus próprios mundos em miniatura, com árvores pequenas ou arbustos plantados em bolas de musgo, mas também é poderoso o suficiente para suspender sobre pratos cerâmicos especiais de fragmentos de rocha de lava.

Participe aqui Quickstarter

domingo, 17 de janeiro de 2016

A DOR E A ARTE DE FRIDA KAHLO

"Pensavam que eu era uma surrealista, mas eu não era. Nunca pintei sonhos. Pintava a minha própria realidade" Frida Kahlo

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quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Artista transforma gifs animados em obras de arte

A moda dos gifs já não é nova, mas não há dúvida que o artista turco Erdal Inci soube como inovar. Em uma série hipnotizante, Inci  ‘clona’ a si mesmo, reproduzindo seções de vídeo unidas, criando gifs para os quais ser difícil parar de olhar.

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quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Autor da icónica foto "Napalm girl" encontra-se com a menina da foto 40 anos depois.

Kim Phuc tinha apenas nove anos quando correu nua na direcção do fotografo da Associated Press e prémio Pulitzer Huynh Cong "Nick UtT" gritando: muito quente, muito quente! 


Esta imagem mostra o avião que lançou a bomba eo tiro largura total que passou a ajudar a pôr fim à guerra no Vietnã




Ut mostra a foto do avião que largou a bomba e a foto que ajudou a acabar a guerra

A imagem Kim Phuc fugindo de seu vilarejo bombardeado quando ela tinha apenas nove agora é imediatamente reconhecível e visto como uma imagem de definição da guerra do Vietnã

Kim Phuc com 9anos fugindo do rebentamento de uma bomba de napal

O par se reuniram ontem em Buena Park, Califórnia, como parte das comemorações para marcar quatro décadas desde que fatídico encontro

40 anos depois os dois protagonistas 

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

‘O GRITO’ ganha vida ao som de PINK FLOYD

O Grito (ou The Scream), do pintor norueguês Edvard Munch, é uma das obras de arte mais importantes do movimento expressionista e da pintura em geral. A icónica obra é parte de uma da série de quatro pinturas: duas estão na posse do Museu Munch, em Oslo; outra está na Galeria Nacional de Oslo; e, por fim, “The Scream” integra uma colecção particular, depois de, em 2012, ter sido adquirido por 91 milhões de euros num leilão.

 Agora uma produção de Sebastian Cosor e da empresa de efeitos visuais Safe Frame que imaginaram como seria se aquele final de tarde em Oslo, retratado na pintura, ganhasse movimento. O resultado tem como banda sonora “The Great Gig In The Sky” dos Pink Floyd. Mas, melhor que qualquer descrição possível é a experiência:

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“The Great Gig In The Sky” aqui

sábado, 25 de julho de 2015

Tribo amazônica cria enciclopédia de medicina tradicional com 500 páginas



Em uma das grandes tragédias da nossa era, tradições, histórias, culturas e conhecimentos indígenas estão desfalecendo em todo o mundo.  Línguas inteiras e mitologias estão desaparecendo e, em alguns casos, até mesmo grupos indígenas inteiros estão em processo de extinção.  Isto é o que chama a atenção para uma tribo na Amazônia – o povo Matsés do Brasil e do Peru –, que criou uma enciclopédia de 500 páginas para que sua medicina tradicional seja ainda mais notável.  A enciclopédia, compilada por cinco xamãs com a ajuda do grupo de conservação Acaté, detalha cada planta utilizada pelos Matsés como remédio para curar uma enorme variedade de doenças.

sábado, 13 de junho de 2015

A menina Síria

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Ao ver o objeto com um longo e intimidador cano apontado para si, Adi Hudea, uma criança de apenas 4 anos, ergueu as mãos em sinal de rendição, pensando tratar-se de uma arma. Era apenas uma câmera.

O Campo da Oliveira é um acampamento no norte da Síria, onde a guerra civil já matou mais de 200 mil pessoas desde 2011, incluindo o pai da menina Adi Hudea.

O ano era 2012 e o fotojornalista turco Osman Sagirli estava no assentamento para refugiados na Síria mas a foto foi postada recentemente no twitter de Nadia Abu Shaban, também fotojornalista, baseada na faixa de Gaza. A imagem viralizou, foi vista por mais de 1,8 milhão de pessoas.

Era ‘apenas’ uma câmera?

domingo, 12 de abril de 2015

António Emílio Leite de Couto tem 59 anos. O mundo não o conhece mas são muitos os que sabem que Mia Couto, o seu outro eu, é um dos maiores autores da língua portuguesa. De todos os tempos.




Sou de um tempo e lugar em que os comboios eram lentos, tão vagarosos que pareciam arrependidos da viagem. Na estação, não havia despedida. Nada de separação traumática, o golpe definitivo da partida. Tudo era tão lento e esfumado que se convertia em irrealidade. A despedida como repentina ruptura eu aprendi mais tarde, no meu primeiro aeroporto. Voar é o sonho da própria poesia. Mas o voo tem despesas de afecto muito pouco poéticas.
Nasci e vivi entre meandros de rios, preguiçosas águas que se apegavam às margens. A estação ferroviária obedecia a essa líquida paisagem. O comboio era um barco e eu entendia porque se chamava "cais" àquela plataforma onde as mães agitavam os lenços brancos. Para mim, os modos lentos do comboio não resultavam de incapacidade motora. Eram, sim, gentileza. Uma afabilidade para com essas pequenas mortes, que são as despedidas.
Muitas vezes me desloquei para a estação dos caminhos-de-ferro com o fim de não me deslocar para lado nenhum. Ficava no banco de madeira a olhar a gente transitando. E me abandonava naquele assento durante horas, sem que o tempo me pesasse. Talvez eu viajasse mais que os próprios passageiros que chegavam e partiam. A minha cidade era pequena, tão pequena que os domingos, com seu tédio antecipado, não eram notados. Eu inventava os meus tempos fora do Tempo, ali na arrastada azáfama da estação ferroviária.
Não tive propriamente uma educação religiosa. Apenas de quando em quando eu entrava em recinto de igreja. Fazia-o porque havia ali um sossego que me refrescava a alma. Qualquer coisa parecida com o que eu encontrava na gare ferroviária. Com a diferença de que a estação me facultava um recolhimento do lado de dentro da Vida, um resguardo entre as pessoas e as almas que eu nelas inventava. Os fantasmas da igreja moravam na sombra fria. Os da estação eram solarentos, riam alto e falavam línguas que eu desconhecia.
Algo me ficou desse estacionamento de alma, como se eu ganhasse residência perene nas velhas estações de todo o mundo. Afinal, essa contemplação me trouxe como que um irreparável vício: ter um banco de madeira onde eu possa ver desfilar pessoas em flagrante viagem.

Mia Couto

domingo, 15 de março de 2015

Um dia no meio da Mata Atlântica (em casa do Nego Miranda e Sarita Warszawiak)







A Mata Atlântica é um bioma de floresta tropical que abrange a costa leste, sudeste e sul do Brasil, leste do Paraguai e a província de Misiones, na Argentina.

Atualmente, menos de 10% da cobertura original existe, e  no Brasil, restam cerca de 7% (a maior parte na Serra do Mar, Paraná. Apesar do alto grau de desmatamento, a região da Mata Atlântica é a que mais possui unidades de conservação na América Latina, apesar de muitas serem pequenas e insuficientes.

A biodiversidade da Mata Atlântica é semelhante à biodiversidade da Amazônia. Há subdivisões do bioma da Mata Atlântica em diversos ecossistemas devido a variações de latitude e altitude.

Da flora, 55% das espécies arbóreas e 40% das não-arbóreas são endêmicas ou seja só existem na Mata Atlântica. Das bromélias, 70% são endêmicas dessa formação vegetal. Estima-se que 8 mil espécies vegetais sejam endêmicas da Mata Atlântica.

É também no domínio da Mata Atlântica, que se localiza um dos maiores aqüíferos do mundo: o Aqüífero Guarani.