domingo, 22 de fevereiro de 2015

Juncker sobre a troika: "Pecámos contra a dignidade" de Portugal e Grécia

http://www.msn.com/pt-pt/noticias/other/juncker-sobre-a-troika-pec%C3%A1mos-contra-a-dignidade-de-portugal-e-gr%C3%A9cia/ar-BBhIJpO?ocid=UP97DHP

Bob Dylan - Dignity


Dignidade

O gordo procurando em uma lâmina de aço,
O magro procurando sua última refeição,
O homem vazio procurando num campo de algodão,
por dignidade.

O sábio procurando numa lâmina de grama,
O jovem procurando nas sombras que passam
O pobre procurando através do vidro pintado
Por dignidade.

Alguém foi assassinado no Réveillon
Alguém disse que a dignidade é a primeira a partir
Eu fui até a cidade, fui até a vila
fui até a terra do sol da meia-noite

Procurando muito, procurando menos,
Procurando em todos os lugares que eu conhecia
Perguntando aos guardas de onde quer que eu fosse:
Vocês tem visto a dignidade?

O cego saindo de um transe
coloca suas mãos nos bolsos
esperando encontrar uma circunstância
de dignidade

Eu fui para o casamento de Mary-lou
Ela disse: Eu não quero que ninguém me veja conversando com você.
Ela disse que poderia ser assassinada se me dissesse que sabia sobre a dignidade

Eu desci para onde os abutres se alimentam
eu poderia ter ido mais fundo, mas não havia necessidade
Ouvi as línguas dos anjos e as línguas dos homens,
não fazia diferença para mim

O picante vento afiado como uma lâmina.
Casa em chamas, dívidas não pagas
Estarão na janela, perguntarão à governanta:
Você tem visto a dignidade?

O homem bebendo escuta a voz que ele ouve
uma sala lotada cheia de espelhos virados para cima
olhando para os perdidos e esquecidos anos
por dignidade

Encontrei Príncipe Phillip na casa do blues
Disse que me daria a informação se seu nome não fosse mencionado
Ele queria dinheiro, disse que foi abusado
pela dignidade

Pegadas correndo pela areia prateada
Passos descendo para a terra das tatuagens
Eu encontrei os filhos da escuridão e os filhos da luz
Nas fronteiras do desespero

Não consegui um lugar para desvanecer não consegui um casaco,
Estou no rio rolante num barco repuxado
Tentando ler a nota que alguém escreveu
sobre a dignidade

O homem doente procurando pela cura do doutor
Procurando em suas mãos, para as linhas que ali estavam,
e para cada obra de literatura
por dignidade.

Ingleses encalhados no frio vento
Penteando seus negros cabelos para trás seu futuro parece estreito
Ele morde a bala e olha para dentro
por dignidade

Mostraram-me uma imagem e eu apenas gargalhei:
A dignidade nunca foi fotografada.
Eu fui até o vermelho, e fui até o preto
Até o vale dos sonhos de ossos secos

Muitas estradas, muita coisa em jogo
Tantos impasses, estou na margem de um lago
As vezes me pergunto o que ele fará
para encontrar a dignidade.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Badi Assad


Badi Assad, nome artístico de Mariângela Assad Simão, é uma violonista, cantora, percussionista e compositora brasileira.
Em 1993, assinou contrato com o selo Chesky Records, conhecida por suas gravações de alta qualidade técnica dirigida ao público audiófilo. Seus três álbuns para esta gravadora, Solo lançado em 1994, Rhythms em 1995 e Echoes of Brazil em 1997 sedimentam sua reputação internacional entre o público de jazz e da música instrumental. Em 1994, a revista Norte-Americana Guitar Player, a escolheu entre os 100 melhores artistas do mundo e em 1996 a revista Norte-America Classical Guitar considerou-a, junto com artistas como Charlie Hunter, Ben Harper e Tom Morello (do grupo Rage Against The Machine), um dos 10 jovens talentos que mais revolucionariam o uso das guitarras nos anos 90. A revista americana Guitar Player a escolheu com o prêmio de melhor violonista daquele ano, assim como Rhythms o melhor CD, na categoria de violão acústico.
O álbum seguinte, Chameleon, gravado em 1998, Badi Assad documenta a sua colaboração com Jeff Scott Young, ex-integrante da banda Megadeth. Três anos de mudanças radicais se seguiram após o lançamento de Chameleon. Dentre elas a descoberta de uma incapacidade motora que a impossibilitou de tocar violão por quase 2 anos. Depois de conseguir se recuperar completamente, ela retorna ao Brasil em 2001 após quatro anos de Estados Unidos.




Durante seus 20 anos de carreira, a cantora, compositora e violonista se destacou como criadora de um estilo peculiar, que traz sua voz e violão como elementos fundamentais de sua música. Em sua apresentação Badi é conhecida por representar uma verdadeira orquestra em cena, mesmo estando sozinha, ao lado apenas de seu violão e de sua voz. Sendo única em sua arte de emitir mais de um som simultaneamente, Badi é capaz de hipnotizar a plateia, que não se cansa na busca de desvendar de onde tantos sons são reproduzidos. Ela está só e sua magia encanta a todos. Sempre interpretando profundamente sua obra, Badi leva seu público a uma verdadeira experiência de emoções; ora forte, ora suave, ora sensual, ora ingênua, ora urbana, ora interiorana.

Solais
Instrumental: Joana Francesa de Chico Buarque